Neste Dia das Mães, o Centro Universitário Uninorte compartilha a história inspiradora da nossa egressa do curso de Psicologia Ana Clara Menezes, que encontrou no ambiente acadêmico o sentimento de pertencimento e, mesmo diante dos desafios da maternidade, perseverou até realizar seu sonho de se tornar psicóloga. “Sobre persistência e realizar sonhos... Aos 15 anos finalizei o ensino médio, bem cedo para a época, não tinha clareza sobre qual faculdade fazer, minha única certeza era a de que eu iria trilhar um caminho profissional em uma área que me desse prazer, que eu amasse, que eu tivesse a oportunidade de ajudar o outro. Fui aprovada na faculdade 3 vezes, e 3 vezes cursei alguns períodos e não me identifiquei, a frustração era grande e a cobrança familiar por uma decisão era ainda maior, mas não maior que minha autocobrança. Por volta dos 22 anos de idade, em meio a estas faculdades ‘frustradas’, me identifiquei com o curso de Psicologia e senti que aquela era minha vocação, ser Psicóloga correspondia com todos os meus anseios profissionais. Mas ao buscar a faculdade, me deparei com barreiras, o curso era integral e eu trabalhava para me sustentar, pois morava sozinha desde os 19 anos de idade. Minha única opção era fazer uma faculdade particular, mas eu não tinha condições de pagar, então adiei esse desejo... Anos depois, aos 25 anos de idade, tomei a decisão de arcar com um financiamento estudantil e perseguir meu sonho de ser psicóloga. Assombrada pelo fantasma da cobrança, de já ter alguns cursos trancados e ainda não ter um diploma. Me deparei com a realidade de um curso de 5 anos, onde eu iria me formar aos 30. Decidi encarar o desafio, seguir conciliando trabalho e estudos, e desde o primeiro dia de aula, pela primeira vez, eu fui inundada pelo sentimento de pertencimento, tive certeza que havia tomado a decisão correta. No oitavo período de graduação, fui maravilhosamente surpreendida com a gravidez da minha filha, minha pequena, minha luz, minha Aurora. Interrompi a faculdade por um semestre, tendo que lidar com uma gravidez complicada, cobranças, autocobrança e incertezas. Retornei ao curso abdicando de tempo com a minha filha, resignei e me formei. Essa foto (capa), erguendo esse canudo, representa a luta e o suor de uma menina cheia de sonhos, que saiu de casa aos 19 anos para ser independente, que sempre acreditou nos estudos como forma de crescimento pessoal e profissional, que apesar das inúmeras barreiras e quedas, NUNCA desistiu de seguir o seu coração e suas crenças. Hoje, aos 31 anos, sou mãe, Psicóloga, tenho um vasto currículo e muita gratidão, pois apesar de todas as curvas, o percurso me trouxe aquilo que ninguém poderá me tirar: conhecimento.” Em datas como o Dia das Mães, histórias como a de Ana Clara nos lembra da força que muitas mulheres — mães e acadêmicas — carregam para não abrir mão de seus sonhos, mesmo diante dos desafios. E em um curso que valoriza o cuidado com o outro, essa trajetória torna-se símbolo de força, empatia e transformação.